A três vitórias do “hepta”

07-05-2015

​Dragões procuram mais um título nacional e poderão tirar partido do factor casa

​O hexacampeonato foi um feito inédito em Portugal, mas os Dragões querem mais. Como afirmou Ricardo Moreira à “Dragões” de Abril, esta é “uma boa oportunidade “ para a equipa provar que consegue “ganhar o campeonato em qualquer formato”, agora que o play-off substitui o modelo de duas fases que vigorou durante cinco anos. A disputa da final com o Sporting, à melhor de cinco encontros, está agendada para 9, 13, 16 e, se necessário, 20 e 23 de Maio. Os dois primeiros encontros serão no Dragão Caixa, frente ao adversário que mais tem incomodado a hegemonia azul e branca no andebol português, mas que já não triunfa no recinto portista desde 26 de Fevereiro de 2000 (22-23), em jogo então realizado no Pavilhão Rosa Mota.

Se a estatística se mantiver esta época, isso quererá dizer que o FC Porto será campeão nacional. Mas as contas não são assim tão simples e os vice-campeões nacionais chegaram mesmo a ganhar fama de besta negra, essencialmente pelos resultados em competições decididas num só jogo: os lisboetas arredaram o FC Porto das Taças de Portugal 2011/12 e 2012/13 (neste caso vencendo os Dragões nas finais) e ainda na temporada transacta, nos quartos-de-final. Porém, os últimos dez encontros entre as duas formações mostram uma clara vantagem dos hexacampeões nacionais, que venceram seis jogos (incluindo a Supertaça 2013/14), empataram dois e perderam apenas dois. Há contudo que frisar que os resultados mais recentes revelam um grande equilíbrio: todos os triunfos em partidas oficiais foram conseguidos pela margem mínima.

“O FC Porto tem seis campeonatos conquistados em seis anos, por isso falamos de uma superioridade evidente. Mas o Sporting é a formação que melhor se adaptou ao andebol inovador que Obradovic trouxe para Portugal, com muita velocidade e transições muito rápidas e sucessivas. Adaptou-se melhor a este ritmo e não tenho dúvidas de que são as duas melhores equipas em Portugal”, analisa Luís Graça. O ex-capitão dos portistas, antigo adjunto de Obradovic e comentador do Porto Canal considera que os Dragões partem um pouco à frente, por três motivos: o factor casa (se houver necessidade de um quinto jogo, a chamada negra, ele será no Dragão Caixa), o apoio dos adeptos nesses encontros e a acção dos guarda-redes Alfredo Quintana e Hugo Laurentino. “Não tenho dúvidas de que são a melhor dupla do campeonato. Complementam-se, porque têm estilos diferentes, mesmo ao nível do trabalho com a defesa. Como se sabe, os guarda-redes são muito importantes no andebol e em jogos equilibrados podem fazer a diferença”, frisa.

Texto publicado na edição de Maio da revista “Dragões”
FcPorto e Os Amigos

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